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Pastagem para vaca de leite: as melhores opções para otimizar a produção

Pastagem para vaca de leite

Se você deseja aumentar a produção de leite por vaca, é importante que siga uma série de recomendações e métodos para aumentar a quantidade sem afetar seus animais. É preciso ter uma estratégia de pastagem para vaca de leite voltada para o manejo, pois não basta ter animais da melhor genética, é fundamental ter nutrientes de maior qualidade.

Por isso, não deixe de ler nosso conteúdo especialmente para você. Confira!

Única fonte nutricional em muitos casos

Cerca de 70% dos gastos com a pecuária leiteira têm relação à alimentação dos animais, sendo assim primordial manejar os pastos de modo econômico. Senão, os efeitos produtivos podem ficar distante do almejado.

Desse modo, quando for optar pelo pasto para vaca de leite é essencial conhecer quais os tipos de capim que se combinam bem com a capacidade de produtividade, às condições climáticas regionais e que sustentem as carências proteicas, energéticas, minerais dos animais e de vitaminas.

Fatores intervêm bastante na qualidade da pastagem e, logo, na produção de leite:

  • Condições climáticas, assim como temperatura ambiental e a quantidade de luz disponível;
  • Água disponível e nutrientes, ou seja, fertilidade do solo;
  • Número de animais e taxa de lotação;
  • Tempo e intervalo de pastejo;
  • Potencial genético dos animais.

Apesar de todas essas circunstâncias, também é necessário ficar em alerta ao estado fisiológico, cuja condição irá variar conforme a espécie produtiva dentro da pecuária leiteira.

A recomendação depende de diversos fatores

Em consideração a tudo que foi mencionado até agora, fica a pergunta: qual é o melhor pasto para vaca leiteira?

A seleção da raça deve ser com base nas características na categoria produtiva, do solo e da região. Exclusivamente para a produtividade, o manejo nutricional deve ser definido conforme cada uma das fases de vida do animal, tais como vacas em lactação; vacas secas; novilhas e bezerras.

As bezerras, por exemplo, devem ser tratadas de maneira específica e se alimentarem em uma pastagem de ótima qualidade, sobretudo porque estão em estágio de desenvolvimento e crescimento, além de corresponderem à produção futura.

Nesta situação, as bezerras devem ser lotadas em uma pastagem com o pasto mais macio e com menos talo, identificado por boa aceitação, altos teores de proteína, boa digestão, e baixos teores de fibra.

Veja abaixo os capins para a categoria das bezerras!

  • Panicum Massai;
  • Panicum BRS Tamani;
  • Brachiaria BRS Piatã;
  • Brachiaria Marandu.

O BRS Tamani poderia ser a opção ideal, pelo porte baixo e mais alta qualidade, menos talos. No entanto, ele é mais rigoroso em fertilidade, além de reduzir mais a produção no período seco, diferente dos capins Marandu e Piatã, que são mais habituados nessa questão.

Importante ressaltar que, tal como acontece com os bezerros de corte, tanto a Brachiaria humidicola quanto a Brachiaria decumbens não devem ser usadas para bezerros leiteiros, pois são capins hospedeiros do fungo Pithomyces chartarum, agente de efeitos de fotossensibilização.

Já as vacas em lactação precisam estar nas melhores pastagens, pois serão elas as verdadeiras produtoras de leite. Ou seja, quanto melhor for o pasto para vaca de leite em produção, melhor será a qualidade e o volume do produto.

Abaixo, vamos mostrar algumas sugestões de capins para vaca leiteira em produção!

  • Panicum maximum BRS Quênia;
  • Panicum maximum BRS Zuri.

Essas duas opções são interessantes pois têm maior potencial de acúmulo de proteína, o que está diretamente ligado a qualidade do leite, gerando maiores resultados. Somente o cuidado é com o manejo, principalmente o Zuri ou Mombaça, que podem facilmente passar e formar talos, podendo causar danos nas vacas.

O Quênia já não possui essa adversidade, pois produz bem menos talos. Assim, seu manejo é viabilizado. Outra condição a ser destacada é que elas não são ambientadas à seca.

Mais um pouco sobre pastagem para vaca de leite

Além do mais, Marandu e Piatã também apresentam grande potencial para a produção de leite, podendo sustentar uma enorme capacidade de vacas no período seco, sendo uma alternativa para esse estágio que os Panicuns não dão o retorno esperado.

Caso tenha a possibilidade de realizar uma irrigação no local de Panicum spp, eles responderão muito bem enquanto as temperaturas estiverem elevadas. Porém, em um evento de friagem na região, a irrigação não terá eficiência.

Por último, quando contraposto às vacas em lactação, as vacas secas possuem de 1,5 a 2 vezes menos exigências de nutrição, pois estão em um período de recuperação e descanso. Dessa forma, elas podem ser utilizadas para fazer o repasse na pastagem ou ser postas em uma pastagem de uma qualidade relativamente menor.

Neste período, é ideal que a vaca seca se alimente de uma pastagem para vaca de leite de média/alta qualidade, desde que ela seja capaz de suprir a demanda de nutrientes necessária, fazendo com que a leiteira não tenha perda nem ganho excessivo de peso, se preparando para a próxima lactação.

Algumas opções são pastos de Massai ou Brachiaria spp, que têm por comparação menor qualidade nutricional, destacando que todo pasto tem que estar ajustado a todo o sistema e não apenas à categoria animal.

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